Hoje, e nos últimos dias meu coração tem me deixado angustiada, um bocado apreensiva, meu coração tem me feito pensar na morte, depois do que aconteceu com o Angélico, me apanhei com grande surpresa minha a pensar na morte, não no que acontece, mas sim como os que ficam reagem e sobrevivem, como fazer no dia seguinte....
comecei a pensar como é que se faz para lidar com a dor e com a certeza de que não voltaremos a ver aquela pessoa aquele ser amado, como vamos lidar com a saudade, com o vazio, como uma mãe que sobrevive a morte de um filho, entra em casa, e suporta o vazio, como o coração aguenta tanto sofrimento, apercebi-me que nunca passei por tamanha dor, e que a probabilidade será de a passar perante a perca de um daqueles que amo mais na minha vida... meu coração sentido, me questiona, como vou me perdoar por não ter dito todas as vezes que os amava, que os adorava demasiado e que na maior parte do tempo sempre quis ter a força e a coragem deles, como vou seguir sabendo que muitas vezes fiquei chateada e perdi tempo ao invés de aproveitar cada minuto que podia ter passado com eles, neste instante meu coração dói, há dez anos que estou longe de casa, e em dez anos, conto os meses que passei com a minha mãe e com o meu pai, eu sei que foi a minha escolha de vida ficar a viver em Portugal, mas hoje pela primeira vez me pergunto, vale a pena viver longe daquele que amamos no mais fundo do nosso ser??? vale a pena lutarmos tanto e estar tão longe??? no dia que os perder, sei que vou perder muito de mim, será que vou me perdoar pelas minhas escolhas? será que não devia voltar para casa, que é este o grande e único pedido que minha mãe me faz???
hoje meu coração está realmente muito saudoso, tenho as armas guardadas, e o coração em prantos...
sentir assim saudades, sentir assim medo, é muito complicado...
Espero poder viver o melhor que puder, o melhor que eu souber, o melhor que a vida me permiti, mãe, pai, manas, irmãos eu amo vocês demasiado, com todo o meu coração..
Regina Silva
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Ultimamente...
Os meus últimos dias tem sido particularmente difíceis, fui obrigada a ver verdades, que embora conhecesse, desejava não ver, preferia ter permanecido na ilusão, preferia não ter que falar, preferia simplesmente aguentar mais um tempo até me sentir mais forte, mais estruturada, mas quis a vida o destino o que quer que seja que eu tivesse que as ver e aceitar agora... e agora choro... e agora sinto-me mergulhada numa solidão que me consome, parece que me roubaram todos os sonhos...
domingo, 15 de maio de 2011
Meu eu em Você...
Eu sou o brilho dos teus olhos a me olhar
sou o teu sorriso a ganhar um beijo meu
eu sou o teu corpo inteiro a se arrepiar
quando em meus braços voce se acolheu
eu sou o teu segredo mais oculto
teu desejo mais profundo, o teu querer
tua fome de prazer sem disfarçar
sou a fonte de alegria,
sou o teu sonhar
eu sou a tua sombra,
eu sou o teu guia
sou teu luar em plena luz do dia
sou tua pele, proteção
sou teu calor
eu sou teu cheiro a perfurmar o nosso amor
eu sou a tua saudade reprimida
sou teu sangrar ao ver minha partida
sou teu peito a apelar gritar de dor
ao se ver ainda mais distante do meu amor,
sou teu ego, tua alma
sou teu céu, o teu inferno a tua calma,
eu sou teu tudo,
sou teu nada
sou apenas a tua amada
eu sou teu mundo
sou teu poder
sou tua vida, sou meu eu em você..
sábado, 7 de maio de 2011
EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!
EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
sexta-feira, 4 de março de 2011
De volta a blogar...
Depois de uns dias, (muitos dias) sem escrever cá estou eu de volta....
muita coisa se alterou, estou a estudar a noite portanto o tempo fica muito mais restrito...
mas, estou cá....
beijinhos....
p.s. hoje a ouvir estou além com os humanos....... maravilhosa....
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Apenas se pode dizer que sem decisões nada muda, que sem luta nada se vence... mas o que fazer quando não queremos lutar, quando só nos apetece desistir, porque chegamos a conclusão que valia a pena se nos trouxesse tudo de volta, mas depois, tudo já passou, nada vai voltar, não quero esperanças nem luz nem cor, nem amor.... nem dor......
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
“se o cavalo já morreu – sai do cavalo”
Acho que não me engano se imaginar que cada um de nós carrega em maior ou menor quantidade, situações, coisas ou pessoas que já não fazem sentido carregar.
Trabalho que não traz satisfação, relações que já deram tudo que tinham para dar,
sitio para viver que não condiz com o espírito actual da nossa alma, negócios que dão mais prejuízo que outra coisa, modo de organizar a vida que não dá prazer.
E no entanto, quase no limite da nossa capacidade agarramo-nos ao bordo do barco que está a afundar, na esperança que este barco ainda possa andar como antigamente. Há dias encontrei uma curiosa observação sobre como podemos ser engenhosos na nossa elaboração mental só para não largar o que se tornou habitual.
Um antigo provérbio índio diz: “se o cavalo já morreu – sai do cavalo”
Parece tudo claro, mas…
Nós tentamo-nos convencer que montar este “cavalo morto” ainda é seguro
Nós experimentamos bater no “cavalo morto” com mais força
Nós dizemos: “na verdade, a nossa maneira de montar sempre foi essa”
Nós organizamos um evento de ressuscitação dos “cavalos mortos”
Nós explicamos que o nosso “cavalo morto” é mais rápido e mais barato
Nós organizamos comparações com os outros “cavalos mortos”
Nós ficamos ao pé do “cavalo morto” e tentamos convencê-lo a “não ser morto”
Nós compramos materiais que ajudam a montar melhor “cavalos mortos”
Nós mudamos os critérios de avaliação dos “cavalos mortos”
Nós visitamos outros sítios onde montam “cavalos mortos”
Nós chamamos colegas para todos juntos avaliamos melhor o “cavalo morto”
Nós juntamos outros “cavalos mortos” na expectativa que todos juntos eles vão andar mais rápido
Nós contratamos especialistas em “cavalos mortos”
Em vez de parar e reflectir sobre… “se o cavalo já morreu – sai do cavalo”
Nota de Psicoterapia para todos.
Irina António
Regina.
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